Correio Braziliense
O Peso da solidão
A partir de hoje, o Correio inicia uma série de reportagens sobre a descriminalização do aborto e as consequências para a saúde da mulher. Serão ouvidas ONGs pró-vida, juristas, órgãos de saúde, profissionais do meio e também entidades a favor da mudança.
A solidão acompanhou a estudante de engenharia Ana* desde o momento em que descobriu a gravidez até dois anos depois que fez o aborto. “Eu estava sozinha quando decidi abortar, sozinha durante o procedimento, e sozinha depois, sem que ninguém soubesse tudo o que passei.” Aos 31 anos, ela é apenas mais uma mulher entre as milhares que, sem ver alternativa, interromperam a gestação ilegalmente.
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Muito a se fazer
Legalizado desde 1940, o aborto em casos de estupro e risco de vida para a mãe só foi realizado pela primeira vez 49 anos depois — em 1989. A história do procedimento se cruza com a do Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya, e com as experiências de Irotilde Gonçalves, 72 anos. A assistente social esteve na primeira equipe do centro de saúde a realizar o procedimento no Brasil.
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A Criminalização do aborto
A criminalização do aborto não é obstáculo para que milhares de mulheres façam o procedimento de maneira clandestina. No entanto, em clínicas não confiáveis e sem ajuda médica nenhuma, a vida delas corre perigo.
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Mudando a história
Em 2017, Rebeca Mendes tentou mudar a história do aborto no Brasil. Ao descobrir a terceira gravidez, a estudante de direito solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de fazer o procedimento de forma legal e segura.
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